Como manter o fluxo de caixa organizado

Controle de movimentações financeiras pode evitar empréstimos desnecessários e queda no faturamento

Para a maioria das empresas de pequeno porte, independente do setor da atividade, alguns controles financeiros são fundamentais: controle diário de caixa, de bancos e de vendas; controle mensal de contas a receber; contas a pagar; controle de despesas; controle diário de estoques; fluxo de caixa e apuração de resultados.

Esses controles geram dados que são levados para o fluxo de caixa – instrumento gerencial para administração de movimentações financeiras. Ele mostra o movimento de entrada e saída de recursos financeiros da empresa. A entrada de recursos é resultado das atividades de venda de produtos/serviço ou da venda de algum ativo da empresa (equipamento, veículo, imóvel, por exemplo). Quando a entrada de recursos é maior do que a saída, temos um saldo positivo, caracterizando uma situação superavitária. Por outro lado, quando a saída de recursos é maior do que a entrada, temos uma situação deficitária.

Segundo a analista do Sebrae Minas Beatriz de Carvalho, especialista em finanças, “um controle de fluxo de caixa bem feito evita, entre outros transtornos, alto custo de crédito, taxas de juros elevadas, redução do faturamento e outros problemas que afetam os empreendimentos”.

Para manter o controle de fluxo de caixa organizado, fique atento às dicas da especialista:

Avalie se as vendas atuais serão suficientes para cobrir os desembolsos futuros já identificados
Verifique se os recursos financeiros próprios são ideais para tocar o negócio em determinado período ou se há necessidade de recursos de terceiros
Tome decisões antecipadas ao perceber a falta ou sobra de dinheiro na empresa
Avalie se o recebimento das vendas é suficiente para cobrir os gastos assumidos e previstos no período
Verifique a necessidade de realizar promoções e liquidações, reduzir ou aumentar preços
Utilize a ferramenta de Apuração de Resultado para lançar os dados reais da empresa, determinando o Ponto de Equilíbrio. Esse ponto vai revelar se o negócio está gerando lucro ou prejuízo
Trace estimativas de vendas e custos – no mínimo para os quatro meses subsequentes – e atualize continuamente os dados, tornando essas ações parte da rotina do negócio
Preveja uma redução de custos que não afete o funcionamento da empresa
Começar o ano fazendo registros financeiros permite acertar mais do que errar. Administrar com mais razão e menos emoção significa operar com mais profissionalismo e menos amadorismo. Dessa forma, sua empresa vai apresentar melhores resultados.

E não se esqueça: o que paga uma dívida é o faturamento, portanto, fuja das linhas de crédito. Um empréstimo alivia a situação no curto prazo, mas gera endividamento no médio prazo. O pagamento de empréstimos significa mais despesas com o mesmo faturamento.

Fonte: Sebrae Minas Gerais – 08/03/2017