Cinco dicas para administrar uma empresa familiar

A maior parte dos pequenos negócios no país é constituída por parentes. São as chamadas empresas familiares, que podem ter entre seus sócios pais, filhos, tios, avós, primos, entre outros graus de parentesco. Por isso, manter a empresa em equilíbrio exige muito cuidado, principalmente pelo nível de afetividade e proximidade que envolve as pessoas da equipe. Uma pesquisa feita pelo Sebrae no final de 2017 mostrou que entre os seis mil donos de negócios entrevistados, quase 24% tinham em seu quadro societário um parente, e pouco mais de 22% havia empregado um familiar. Os especialistas em gestão advertem que alguns fatores podem influenciar negativamente no dia a dia do empreendimento, como a sucessão, a gestão dos recursos e as próprias relações interpessoais.

Uma das dificuldades que a empresa familiar pode enfrentar é separar a parte emocional e intuitiva das questões que exigem a tomada de decisões que podem contrariar interesses individuais em favor do bem do negócio. Mas também há muitos pontos favoráveis às empresas familiares, como o comando único da firma, a estrutura administrativa diminuta, uma equipe determinada e dedicada, as relações com a comunidade, entre outros fatores. 

No Brasil, não só as micro e pequenas empresas são formadas por familiares. Há também grandes corporações que passam de pai para filho. Em muitos casos, a escolha dos sócios é pela profissionalização da administração do negócio, com a contratação de gestores profissionais especializados. Essa é uma das dicas do analista Hugo Roth Cardoso, da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional. Ele recomenda, ainda, que haja muita conversa e alinhamento entre os integrantes da empresa em prol da estabilidade e crescimento do negócio e da harmonia da família.

O Sebrae reuniu cinco dicas sobre a formação e os cuidados para manter uma empresa familiar. Confira algumas sugestões abaixo e veja também a pesquisa do Sebrae sobre empresas familiares.

1 – Papeis definidos

É importante que os papeis e atribuições de cada pessoa na empresa estejam bem definidos de modo a evitar possíveis conflitos de competência em atividades como compras, vendas, comunicação, gestão de mídias sociais, relações com funcionários, entre outras.

2 – Muita conversa e alinhamento

Dentro da empresa, estando os papéis muito bem definidos, não pode ocorrer de alguém por ser pai, tio, ou irmão mais velho ter maior poder ou decidir assuntos que sejam da competência de outro. Por isso, é necessário que haja muito diálogo entre os integrantes do grupo para que não haja desavenças que acabem causando prejuízos para os negócios e na harmonia familiar. 

3 – Remuneração combinada

É preciso que se tenha uma definição prévia da remuneração de sócios investidores e sócios comprometidos com o dia a dia da empresa. Isso fará com que não haja problemas relacionados à divisão dos lucros da empresa familiar, ou que a remuneração de quem está dedicando maior tempo seja prejudicada.

4 – Contrate profissionais

Nem sempre é bom a empresa familiar atuar só com seus membros, por isso é bom contratar também profissionais de mercado para integrar também a firma e trazer um olhar de fora, inovações e propostas de fora do círculo de influência familiar. Tem um profissional contratado ajuda a observar a empresa também com maior profissionalismo.

5 – Sucessão

Treine sua equipe, elenque as competências necessárias para cada função dentro da empresa, e jamais considere um funcionário ou sócio como eterno. Forme as “novas gerações” da família para encarar desafios e manter a empresa funcionando. O processo sucessório em um empreendimento familiar é complexo, mas um desafio que precisa ser encarado a quanto antes.

Fonte: http://www.agenciasebrae.com.br/sites/asn/uf/NA/cinco-dicas-para-administrar-uma-empresa-familiar,89a4e7de2548f610VgnVCM1000004c00210aRCRD

Como ser inovador para os seus consumidores

As corporações precisam se reinventar o tempo todo para promover uma jornada totalmente personalizada para os seus clientes

Durante a NRF Retail’s Big Show 2019, a Forrester Research reforçou a necessidade de ficarmos atentos na hora que conversamos com os nossos clientes e alertou: “É preciso inovar a todo momento, e é extremamente importante continuar a coletar informações, mas de uma maneira que seja útil para as marcas e menos invasiva para os consumidores.”

Diante desse cenário, percebemos um mundo cada vez mais dinâmico e os clientes cada vez mais exigentes na busca de experiências únicas e inovadoras. As corporações precisam se reinventar o tempo todo para promover uma jornada totalmente personalizada para os seus clientes. Ainda segundo a consultoria Forrester Research, 40% das empresas já estão utilizando a análise de dados em atividades essenciais, como, por exemplo, vendas, desenvolvimento de produtos e marketing, sendo que 90% das empresas passaram a utilizar informações de negócios orientadas por pesquisas.

Já de acordo com o levantamento da Opinion Box, 53% dos consumidores brasileiros já se sentiram desrespeitados por empresas das quais compraram algum produto. Além do mais, 79% dos brasileiros deixaram de comprar determinada marca após serem mal atendidos, seja no mundo físico ou virtual. Grandes corporações estão percebendo a importância da transformação cultural do consumidor e de novas tecnologias que favoreçam a fidelização e engajamento do cliente.

Entender o consumidor é um dos grandes desafios, mas as ferramentas de analytics podem ajudar nessa tarefa, permitindo identificar as características que tornem o contato com o cliente ainda mais eficiente e inovador. Alcançar o novo consumidor será o principal motivo para a demanda de novas soluções. O cliente da geração Millennial costuma ser mais exigente e conectado. E com a geração Z, o questionamento tende a ser ainda maior.

Por isso, a principal meta na adoção das novas tecnologias inovadoras é a mudança de mindset, ou seja, que os líderes entendam a importância de investir nas novas tecnologias e os benefícios que elas trarão para o negócio, principalmente no futuro. E você? Já está inovando na interação com o seu cliente?

 

Autor(a): Braulio Lalau de Carvalho

Fonte: AdministradoresLink: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-ser-inovador-para-os-seus-consumidores/127676/

Reforma do IR está na pauta, mas prioridade é Previdência

A intenção do governo federal é reduzir as alíquotas do Imposto de Renda (IR), mas a prioridade no momento é a aprovação da proposta de reforma da Previdência. Segundo o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, a principal preocupação da reforma tributária que será apresentada é desonerar a folha de pagamento, porém não deu detalhes sobre o mecanismo que será usado para compensar a perda de arrecadação com a isenção da folha de salários. Cintra voltou a negar que a recriação da CPMF seja uma das alternativas em estudo.

 

“A reforma do Imposto de Renda está na nossa pauta, mas não é uma prioridade imediata. A prioridade para o governo é a aprovação da reforma da Previdência. Com isso, temos mais tempo para elaborar um projeto de reforma não só do IR, mas do sistema tributário como um todo”, disse Cintra ao chegar ao Tribunal de Contas da União (TCU) para reunião com o ministro Augusto Nardes.

O secretário afirmou que a alta incidência de tributos sobre a folha de pagamento é a primeira preocupação do atual governo. “A desoneração da folha foi feita em cima de demandas setoriais, mas queremos fazê-la de forma sistêmica, mais abrangente. Já estamos rodando simulações”, disse. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a tendência do governo é apresentar uma única proposta de reforma da Previdência para o Congresso. Com isso, não seriam levadas propostas avulsas para categorias específicas. Isso não significa que os militares serão incluídos na reforma preparada pelo governo Jair Bolsonaro.

Perguntas e respostas sobre a capitalização da aposentadoria

1. O que é capitalização da aposentadoria?

Cada trabalhador tem uma conta individual, onde é depositada uma percentagem de seus rendimentos. Esse dinheiro é aplicado pelos gestores e funciona como uma poupança compulsória. Quando se aposenta, ele pode fazer saques do dinheiro poupado.

2. Vai ser obrigatório para todo mundo?

Não há detalhes do projeto do governo, mas o mais provável é que seja obrigatório apenas para novos contribuintes, e apenas a partir de um teto.

Essas são as recomendações de especialistas na área e estão nas duas propostas de reforma enviadas ao governo com projetos para o sistema de capitalização.

Na proposta da Fipe, o sistema seria obrigatório para quem ganha acima de R$ 2.200,00 (valores de 2018).

Na proposta de Paulo Tafner, para quem ganha a partir de R$ 3.952,00 (valores de 2018).

3. A aposentadoria como existe hoje acaba?

Não. O sistema atual, chamado de repartição, continua existindo, tanto para quem já está no mercado de trabalho quanto para os futuros contribuintes. A capitalização é uma poupança adicional, para complementar a renda na aposentadoria.

Os sistemas propostos por especialistas sugerem pelo menos três níveis diferentes de renda na aposentadoria:

a) renda universal do idoso, para todos que completarem 65 anos, mesmo sem ter contribuído para a Previdência.

b) aposentadoria como é hoje, com idade mínima, até um teto de Previdência

c) aposentadoria de capitalização, para parcela que exceder esse teto.

4. O governo Bolsonaro também vai criar uma renda mínima para todo idoso?

Não há definição sobre isso, mas as duas propostas de especialistas enviadas à Economia contêm essa sugestão.

5. Qual a vantagem de uma renda mínima?

As propostas argumentam que ela cria um colchão social para os brasileiros mais pobres, que não conseguem trabalhar no mercado formal.

Além disso, como essa parcela será independente de contribuição, ela pode deixa de engrossar as despesas da Previdência e passar para a assistência social. Os valores propostos são abaixo do salário-mínimo e com regra de correção pela inflação, o que também reduz gastos do governo.

Por fim, criar essa parcela sobre a qual não há contribuição torna mais barata a folha de salários: as contribuições são cobradas apenas sobre a parcela que vai desse piso ao teto.

6. Se a aposentadoria como existe hoje não vai acabar, para que criar capitalização?

Um motivo é aliviar as contas da Previdência das aposentadorias mais altas. No sistema que existe hoje, quando a pessoa se aposenta, passa a receber um valor definido (corrigido pela inflação) até sua morte. Hoje, os brasileiros mais ricos se aposentam mais cedo e ganham benefícios mais altos por períodos maiores. Com a mudança, que inclui um teto mais baixo para esse valor fixo de benefício, o governo economiza dinheiro.

Os economistas também propõem baixar o custo da folha de salários, já que as contribuições serão cobradas sobre uma parcela menor do rendimento do trabalhador.

Por exemplo, para um trabalhador que ganha o equivalente a R$ 5.000,00:

Até o piso (R$ 550,00, na proposta da Fipe, e R$ 668,00 na de Tafner), não é cobrada contribuição previdenciária.

Do piso até o teto (R$ 2.200,00, na proposta da Fipe, ou R$ 3.952,00, na de Tafner), é cobrada contribuição previdenciária e o valor é usado para cálculo da aposentadoria como no sistema atual, de distribuição.

Acima do teto (R$ 2.200,00 na proposta da Fipe, ou R$ 3.952,00 na de Tafner), uma parte é depositada na conta individual, de capitalização.

7. Então o sistema de capitalização é como uma aposentadoria privada?

Uma diferença muito importante é que, na aposentadoria privada, é possível fazer saques quando quiser. No sistema de capitalização, apenas depois da idade mínima.

Em tese, essa garantia de que o dinheiro estará na conta por um longo prazo permite aos gestores usá-los em investimentos como os de infraestrutura – que aceleram o crescimento econômico – e permite, também em tese, rendimentos maiores que os da aposentadoria privada.

8. Qual o risco da capitalização para o trabalhador?

Essa parte da aposentadoria não será uma renda de valor fixo até a morte, como a aposentadoria pelo sistema de distribuição. Ela vai depender de quanto o trabalhador conseguir poupar, de quanto seu dinheiro render e de quantos anos ele tiver pela frente.

9. O trabalhador para o qual for obrigatório o sistema de capitalização pode ficar sem aposentadoria?

O governo ainda não detalhou sua proposta, mas muito provavelmente ninguém terá apenas sistema de capitalização. Todo brasileiro deve ter também uma parte da aposentadoria no sistema de distribuição, em que o valor do benefício é fixo até sua morte.

10. Por que alguns especialistas são contra a criação do sistema de capitalização?

A principal ressalva é que há um custo para as contas públicas durante a transição entre um sistema e outro. Isso acontece porque a parte do dinheiro que passa a ir para as contas individuais deixa de entrar no reservatório comum que paga as aposentadorias antigas.

As propostas dos especialistas enviadas ao governo sugerem como reduzir esse custo.

11. Já estou no sistema atual. Vou poder aderir ao sistema de capitalização?

As sugestões feitas por especialistas permitem a adesão, com algumas ressalvas. Não se sabe ainda o que o governo vai propor.

12. O texto em discussão no Congresso não fala em sistema de capitalização. Como o governo vai propor a mudança?

O governo deve usar um instrumento chamado emenda aglutinativa, para introduzir mudanças no texto já aprovado pela comissão especial da Câmara.

Fonte: Jornal do Comércio

Link: https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/cadernos/jc_contabilidade/2019/01/665002-reforma-do-ir-esta-na-pauta-mas-prioridade-e-previdencia.html

Empreender é desejo da maioria dos jovens

A realização pessoal tem sido a maior motivação para a abertura de um negócio entre os jovens empreendedores. Essa tendência entre os jovens donos de micro e pequenas empresas no Brasil foi identificada em uma pesquisa inédita realizada pelo Sebrae

  

O levantamento feito pelo Sebrae com 2.132 empreendedores, de todas as idades, de todo o país buscou traçar, pela primeira vez, o perfil do jovem empreendedor brasileiro. O resultado da pesquisa mostra que a ideia de se tornar um empreendedor já está presente bem cedo, tanto que 1 em cada 3 empresários (32%) já tinha algum tipo de pensamento nesse sentido antes de completar 18 anos. Quando considerado apenas o grupo de empresários com até 24 anos, 80% já haviam cogitado se tornar um empreendedor antes dos 18 anos. Outro dado importante é que quanto maior o porte da empresa, maior a proporção dos empresários que cogitaram iniciar o negócio mais cedo. No grupo das Empresas de Pequeno Porte (EPP), 42% dos empresários cogitaram empreender antes dos 18 anos (este resultado foi 51% maior que entre os MEI, onde apenas 28% cogitaram empreender antes dos 18 anos). Importante também destacar que, sob diferentes aspectos, esse despertar para o empreendedorismo é ainda maior para aqueles empreendedores mais escolarizados.

Ainda de acordo com a pesquisa, os empresários mais jovens são os que mais realizaram algum curso de empreendedorismo antes de abrirem o negócio e, do mesmo modo, eles são os que fizeram mais cursos após iniciar sua vida empreendedora. 33% dos empresários até 24 anos fizeram alguma capacitação antes de empreender. Entre os donos de pequenos negócios com idade entre 25 e 34 anos, 32% se capacitaram antes de abrir a empresa. Já para aqueles com mais de 35 anos, 24% buscaram qualificação prévia.

Outro dado importante revelado pelo levantamento do Sebrae é que os jovens empresários tendem a ser mais inovadores. Para 16% dos donos de negócios com até 24 anos as tecnologias, recursos e ferramentas disponibilizadas pelas suas empresas surgiram a menos de 1 ano. Esse percentual é bem maior que o verificado nos empresários com idade de 25 a 34 anos (9%), bem como dos empreendedores com mais de 35 anos (8%).

Outros dados


Entre os empresários com maior escolaridade (superior ou mais), foi maior a proporção dos que cogitaram ser um empreendedor antes dos 18 anos

39% dos empresários com nível superior

30% dos empresários com nível médio

18% dos empresários com nível fundamental



Os empresários mais jovens fizeram mais cursos (após iniciar sua vida empreendedora) que os mais velhos

47% dos empresários até 24 anos

50% dos empresários de 25 a 34 anos

34% dos empresários com mais de 35 anos



Quando considerados os empresários de todas as faixas etárias, 18% tiveram outro negócio antes do atual. E dentro deste grupo que já teve outro negócio antes, praticamente 4 em cada 5 empresários (79%), tem um negócio atual em segmento de atividade diferente do negócio anterior. Os empresários jovens com até 24 anos que tiveram experiência anterior como empreendedor variaram mais (83% tiveram negócio em segmento diferente do atual).

Fonte: http://www.agenciasebrae.com.br/sites/asn/uf/NA/perfil-do-jovem-empreendedor-brasileiro,2ded471583858610VgnVCM1000004c00210aRCRD

SIMPLES NACIONAL – ATUALIZAÇÃO DA RESOLUÇÃO CGSN N° 94/2011

Simples Nacional. Atualização da Resolução CGSN N° 94/2011 – Regras e Prazos

Resolução CGSN n° 135/2017, publicada no DOU desta segunda-feira, 28.08.2017, altera a Resolução CGSN n° 94/2011, que disciplina o Simples Nacional, regulamentando para 2017 e 2018 as alterações implementadas pela Lei Complementar n° 155/2016, que alterou a Lei Complementar n° 123/2006.Foram implementadas na Resolução CGSN n° 94/2011 as regras já estabelecidas pela LC n° 155/2016, no que se refere a, dentre outros assuntos, alterações na sistemática de cálculo, aumento nos limites para enquadramento e novas atividades passíveis de enquadramento (para mais detalhes, vide o Econet Express n° 305/2016).Merecem destaque as disposições indicadas a seguir.Desenquadramento por excesso de receita em 2017

Tipo de contribuinte Excesso em até 20% Excesso superior a 20%
Simples Nacional – caso a empresa fature em 2017 até R$ 4,32 mi, não precisará comunicar sua exclusão, pois, pela LC n° 123/2006, a exclusão deveria ocorrer em janeiro/2018, mas não será necessária porque já estarão vigentes os novos limites.– se a empresa comunicar sua exclusão, poderá fazer novo pedido de opção em janeiro/2018, desde que aufira no ano calendário de 2017 o limite de R$ 4,8 mi. – caso a empresa fature em 2017 mais de R$ 4,32 mi, deverá comunicar sua exclusão no Portal do Simples Nacional até o último dia útil do mês subsequente ao excesso em mais de 20%, com efeitos para primeiro dia do mês seguinte ao da ocorrência do fato.– se desejar, poderá fazer novo pedido de opção em Janeiro/2018, desde que aufira no ano calendário de 2017 o limite de R$ 4,8 mi.– se o excesso ocorrer em dezembro/2017, a EPP não precisará fazer sua exclusão e novo pedido. A exclusão ocorreria em janeiro/2018, mas não será necessária porque já estarão vigentes os novos limites. No entanto, se comunicar sua exclusão, precisará fazer novo pedido de opção em janeiro/2018.
Microempreendedor Individual (SIMEI) – caso o MEI fature em 2017 até R$ 72 mil, não precisará comunicar sua exclusão, pois, pela LC n° 123/2006, a exclusão deveria ocorrer em janeiro/2018, mas não será necessária porque já estarão vigentes os novos limites.– se a empresa comunicar sua exclusão, poderá fazer novo pedido de opção em janeiro/2018, desde que aufira no ano calendário de 2017 o limite de R$ 81 mil. – caso o MEI fature em 2017 mais de R$ 72 mil, deverá comunicar seu desenquadramento no Portal do Simples Nacional, com efeitos retroativos a 01.01.2017. Note-se que ele não será MEI em 2017, tendo que recolher os tributos como optante pelo Simples Nacional (PGDAS-D) em atraso, com os devidos acréscimos moratórios.– caso não tenha ultrapassado o limite total de R$ 81 mil, poderá solicitar novo enquadramento como SIMEI em janeiro/2018.

Especificamente em caso de início de atividade em 2017, para as empresas do Simples Nacional, o limite de R$ 3,6 mi deverá ser proporcionalizado pelo número de meses em atividade. Uma vez ultrapassado o limite proporcional em mais de 20%, a EPP deverá comunicar a exclusão com efeitos retroativos à data de abertura do CNPJ. Neste caso, não será considerada optante pelo Simples Nacional em 2017. Poderá solicitar opção em janeiro/2018, caso o novo limite proporcional não tenha sido ultrapassado.Para o Microempreendedor Individual, a regra é similar. Assim, em caso de início de atividade em 2017, o limite de R$ 60 mil deverá ser proporcionalizado pelo número de meses em atividade. Uma vez ultrapassado o limite proporcional em mais de 20%, o MEI deverá comunicar o desenquadramento com efeitos retroativos à data de abertura do CNPJ. Neste caso, não será considerado MEI em 2017. Poderá solicitar novo enquadramento como SIMEI em janeiro/2018, caso o novo limite proporcional não tenha sido ultrapassado.CálculoO cálculo do DAS levará em consideração as alíquotas nominais e as alíquotas efetivas constantes dos Anexos I aV, aplicável a nova fórmula: ((RBT12 x Aliq) – PD)) / RBT12, onde:a) RBT12: receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao período de apuração;b) Aliq: alíquota nominal constante dos Anexos I a V desta Resolução;c) PD: parcela a deduzir constante dos Anexos I a V desta Resolução;Caso a receita bruta acumulada nos 12 meses anteriores for zero, será considerado como RBT12 o valor de R$ 1,00 e aplicado os percentuais da 1ª faixa, ou seja, a alíquota efetiva, nesses casos, será igual a nominal.Serão consideradas as alíquotas da última faixa quando a receita bruta for superior ao limite de R$ 4,8 mi, tanto nos 12 meses anteriores ao do período de apuração como no ano-calendário em curso. Em particular, quando a receita bruta do ano calendário for superior à R$ 3,6 mi ou ao sublimite vigente para o Estado, o ICMS e o ISS serão recolhidos na forma da legislação do respectivo ente.Reorganização dos AnexosConforme previsto na LC n° 155/2016, o Anexo VI deixa de existir. Portanto foi necessário realocar as atividades do antigo Anexo VI para os Anexos III ou V. Serão tributadas pelo Anexo V as receitas auferidas pelas atividades abaixo quando o fator “r” for inferior a 28%, ou pelo Anexo III quando o fator “r” for igual ou superior a 28%.O fator “r” continua a ser calculado mediante a equação: (Folha dos últimos 12 meses anteriores ao PA / Receita bruta acumulada dos últimos 12 meses anteriores ao PA). A Resolução CGSN n° 135/2017 acrescentou ao artigo 26os §§ 5° a  no intuito de esclarecer a aplicação do fator “r” no período de apuração do mês de inicio das atividades e para o período de apuração posterior a este. ISSQuanto ao ISS, os benefícios de isenção, redução e valores fixos não poderão resultar em percentual menor do que 2%, exceto para os serviços a que se referem os subitens 7.027.05 e 16.01 da lista anexa à Lei Complementar n° 116/2003.Quanto à retenção do ISS, na hipótese de o serviço sujeito à retenção ser prestado no mês de início de atividade da ME ou EPP, deverá ser aplicada pelo tomador a alíquota de 2%. Na hipótese de a ME ou EPP não informar no documento fiscal a alíquota do ISS, deve ser considerada a alíquota de 5%.

Fonte: Redação Econet Editora

Link: http://www.econeteditora.com.br/index.asp?url=/sintese/express/express.php?form[id_express]=697&form[itens]=#ind769

 

 

 

Qual o impacto da Reforma Trabalhista para o RH das empresas?

Um ponto crucial é que muito tem se falado em perda de direitos, mas não se observa mudanças substanciais, porém os colaboradores poderão conduzir de forma mais aberta negociações

Foi aprovada a Reforma Trabalhista pelo Senado Federal no dia 11 de julho, tema que era foco de intenso debate, com parcela da população contrária radicalmente e outra parcela defendendo. Nesse ponto é importante ter em mente que Consolidação da Leis Trabalhista Brasileiras (CLT) foi criada por decreto-lei de 1º de maio de 1943, de lá para cá muita coisa mudou.

Por isso, vejo esse momento como um avanço nas relações, principalmente para as áreas de recursos humanos. Possibilitando empresas, sindicato e trabalhadores definirem a melhor forma de conduzir mudanças sem estarem presos a regras que já não fazem parte de nossa realidade.
Um ponto crucial é que muito tem se falado em perda de direitos, mas não se observa mudanças substanciais, porém os colaboradores poderão conduzir de forma mais aberta negociações. A empresa e trabalhadores poderão adequar seus acordos de forma mais efetiva, conforme interesse, onde o sindicato terá fundamental importância nas negociações
Uma coisa que importante é que com isso as empresas poderão ajustar questões de informalidade, como é do parcelamento de férias, que não era permitido, mas que ocorria em grande parte das empresas, por anseio do próprio trabalhador. Assim, se observa que os direitos serão preservados cabendo as partes buscarem o consenso. Assim, isso significa que, em grande parte, a reforma está regularizando o que hoje já se faz, o que todos aceitam e poucos questionam.
Para às áreas de recursos humanos é preciso muito cuidado nas ações que serão tomadas a partir desse momento. As negociações devem estar focadas muito além do simples desejo de obter vantagens na relação, criando mecanismos de sustentabilidade desse acordo, entendo que existe uma interdependência nas relações para o equilíbrio econômico e garantia de ganhos e lucros.
Flexibilizar alguns critérios de negociação, pode aumentar o ganho pelo resultado e a composição justa de uma remuneração total, onde todos obtêm resultados pela importância que cada um tem no processo produtivo.
A reforma trabalhista se mostra importante para modernização da área de recursos humanos das empresas e para suportar momentos de instabilidade econômica, possibilitando a realização de acordos que sejam compatíveis com a necessidade de mercado, evitando situações de demissão em massa ou quebra de empresas como ocorridas recentemente.

Autor: Celso Bazzola, tema que era foco de intenso debate e com parcela da população contrária radicalmente e outra parcela defendendo. Nesse ponto é importante ter em mente que Consolidação da Leis Trabalhista Brasileiras (CLT) foi criada por decreto-lei de 1º de maio de 1943
Fonte: Administradores
Link: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/qual-o-impacto-da-reforma-trabalhista-para-o-rh-das-empresas/120201/

Como aumentar a lucratividade da empresa

Gestão é palavra-chave para melhorar os resultados do negócio

Aumentar os lucros é um desafio para qualquer empresa. Mas, para conseguir esse resultado, às vezes é preciso percorrer um longo caminho e tomar as providências adequadas. É bom lembrar que o aumento da lucratividade não depende apenas do crescimento das vendas, mas de um conjunto de iniciativas de gestão. O analista do Sebrae Minas João Paulo Lopes Pereira chama a atenção para algumas dessas medidas essenciais:

– A primeira: estudar a possibilidade de aumentar o preço de seus produtos ou o ticket médio de vendas.

– A segunda: aumentar a receita com a ampliação de sua carteira de clientes. Daí a importância de analisar as possibilidades para aumentar o share (participação) de mercado. Nesse ponto, exige-se do empreendedor um esforço considerável, pois, muitas vezes, o mercado em que atua pode estar saturado. A diversificação de produtos também pode ajudar a aumentar a carteira de clientes.

– A terceira: criar uma estratégia para aumentar os índices de recompra de seus clientes, ou seja, propor alternativas para que o cliente compre seus produtos por mais vezes. Nesse tópico, o analista acrescenta uma observação: “Os clientes procuram mais que produtos e serviços. Eles buscam experiências de compartilhamento”.

– A quarta: manter um rigoroso controle e monitoramento dos custos totais, compostos basicamente pelos custos variáveis e despesas fixas. Os primeiros estão associados principalmente aos fornecedores, por isso é importante avaliar e criar políticas que facilitem a negociação. No caso das despesas fixas, o monitoramento ajuda a mantê-las em níveis aceitáveis, de acordo com a capacidade da empresa ou setor.

No esforço para alcançar a lucratividade, João Paulo também sugere que o empreendedor encontre respostas para alguns questionamentos básicos. “Como participar mais da carteira do meu cliente”? “O que mais é possível oferecer a ele em minha estratégia e mercado de atuação (core business)”? “Como aumentar o market share (participação de mercado)”? “Se tenho de aumentar o preço dos serviços e produtos, como convencer meu cliente que aquele valor é justo”?

Fonte: Sebrae Minas Gerais – 04/07/2017

É hora de rever os preços de venda

Empresário deve levar em conta a situação dos consumidores que estão com orçamento reduzido

 

faturamento nada mais é que a soma das vendas. E para vender é preciso cuidar da qualidade do produto, do atendimento, da localização, do preço e dos prazos concedidos. Estamos falando de coisas que podem influenciar a decisão dos clientes, muitos deles com orçamento reduzido. Por isso, a estratégia de rever preços deve ser considerada. Mas, de que maneira?

De acordo com a especialista em finanças Beatriz Carvalho, analista do Sebrae Minas, o primeiro passo é negociar na hora da compra. Assim como o consumidor tem necessidade do seu produto, você precisa adquirir esse produto do seu fornecedor. Você é cliente do fornecedor. E da mesma forma que você depende do cliente, o seu fornecedor depende da sua compra para faturar. Portanto, negocie sem constrangimento.

O segundo passo é entender que uma boa venda começa por uma compra bem-feita. Administre o seu giro de estoque – estoque com giro baixo é dinheiro parado e um custo a mais para o negócio. Em seguida, promova seuempreendimento. Além de divulgar os produtos e serviços, é importante reduzir o preço de algumas mercadorias para atrair o cliente. Faça composições de diferentes produtos para vender mais por menos. E, em paralelo, acompanhe o seu concorrente. Para se manter vivo no mercado, neste momento econômico difícil, talvez tenha de abrir mão de parte do seu lucro.

Como calcular o preço?

O preço de venda calculado adequadamente é aquele que cobre todos os custos (variáveis e fixos) e ainda gera um percentual de lucro líquido. E como achar o percentual de custo fixo? Segue a fórmula:

Divida a média mensal dos custos fixos pela média mensal de faturamento e multiplique o resultado por 100.

Exemplo:

Custos fixos = $ 10.000,00

Faturamento = $ 20.000,00

$ 10.000,00 / $ 20.000,00 = 0,50 x 100 = 50,00%

Preço de venda = $ 50,00

(-) Custo da mercadoria = $ 25,00

(=) Lucro bruto = 25,00

Achando o lucro bruto em % = Lucro bruto / Preço de venda x 100

$ 25,00 / $ 50,00 = 0,50 x 100 = 50,00%

Desse lucro bruto, subtraia o custo fixo. Se seu custo fixo é de 50,00%, este produto paga os custos fixos (50,00%), mas não gera margem de lucro.

Fique sempre atento a esse questionamento: subtraindo o custo variável do preço de venda, o resultado é suficiente para cobrir os custos fixos e ainda gerar margem de lucro? Nessa situação, você pode abrir mão de um percentual da margem de lucro para manter o cliente consumindo seu produto e, consequentemente, o faturamento e a saúde de sua empresa.

 

Fonte: Sebrae Minas Gerais – 21/03/2017

Como manter o fluxo de caixa organizado

Controle de movimentações financeiras pode evitar empréstimos desnecessários e queda no faturamento

Para a maioria das empresas de pequeno porte, independente do setor da atividade, alguns controles financeiros são fundamentais: controle diário de caixa, de bancos e de vendas; controle mensal de contas a receber; contas a pagar; controle de despesas; controle diário de estoques; fluxo de caixa e apuração de resultados.

Esses controles geram dados que são levados para o fluxo de caixa – instrumento gerencial para administração de movimentações financeiras. Ele mostra o movimento de entrada e saída de recursos financeiros da empresa. A entrada de recursos é resultado das atividades de venda de produtos/serviço ou da venda de algum ativo da empresa (equipamento, veículo, imóvel, por exemplo). Quando a entrada de recursos é maior do que a saída, temos um saldo positivo, caracterizando uma situação superavitária. Por outro lado, quando a saída de recursos é maior do que a entrada, temos uma situação deficitária.

Segundo a analista do Sebrae Minas Beatriz de Carvalho, especialista em finanças, “um controle de fluxo de caixa bem feito evita, entre outros transtornos, alto custo de crédito, taxas de juros elevadas, redução do faturamento e outros problemas que afetam os empreendimentos”.

Para manter o controle de fluxo de caixa organizado, fique atento às dicas da especialista:

Avalie se as vendas atuais serão suficientes para cobrir os desembolsos futuros já identificados
Verifique se os recursos financeiros próprios são ideais para tocar o negócio em determinado período ou se há necessidade de recursos de terceiros
Tome decisões antecipadas ao perceber a falta ou sobra de dinheiro na empresa
Avalie se o recebimento das vendas é suficiente para cobrir os gastos assumidos e previstos no período
Verifique a necessidade de realizar promoções e liquidações, reduzir ou aumentar preços
Utilize a ferramenta de Apuração de Resultado para lançar os dados reais da empresa, determinando o Ponto de Equilíbrio. Esse ponto vai revelar se o negócio está gerando lucro ou prejuízo
Trace estimativas de vendas e custos – no mínimo para os quatro meses subsequentes – e atualize continuamente os dados, tornando essas ações parte da rotina do negócio
Preveja uma redução de custos que não afete o funcionamento da empresa
Começar o ano fazendo registros financeiros permite acertar mais do que errar. Administrar com mais razão e menos emoção significa operar com mais profissionalismo e menos amadorismo. Dessa forma, sua empresa vai apresentar melhores resultados.

E não se esqueça: o que paga uma dívida é o faturamento, portanto, fuja das linhas de crédito. Um empréstimo alivia a situação no curto prazo, mas gera endividamento no médio prazo. O pagamento de empréstimos significa mais despesas com o mesmo faturamento.

Fonte: Sebrae Minas Gerais – 08/03/2017